História


                                                   HISTÓRIA DA FREGUESIA

A freguesia de Cabaços fica situada no concelho de Moimenta da Beira, distrito de Viseu, a cerca de 10 kms da sede do concelho, na encosta da serra da "Cabeça Gorda".


Tem por vizinhas as freguesias de Arcos (3 kms), a Norte; a Sul, Baldos (3 kms); a Nascente, Sendim (7 kms) e a Poente Moimenta da Beira (10 kms). É servida pela E.N. 323 e pela estrada Municipal Cabaços - Arcos.


A sua paisagem é agreste, porém cheia de beleza, profundamente cavada e mimosa. «Deste chão agreste que magoa a vista, ergue-se na paisagem bárbara a Cabeça Gorda, "monte alto e escabroso».


Dela sobressaem megálitos (construções pré-históricas constituídas por pedras enormes) dispostos de uma forma que nos transporta para a existência ali do homem pré-histórico.
O seu povoamento propriamente dito teve lugar no século XII. No entanto, como atrás se disse, da sua presença, a julgar pela disposição dos megálitos. Esta mesma realidade se afere, também, com a existência do Castro do Muro na freguesia vizinha de Nagosa.


O topónimo da freguesia também nos faz recuar para tempos remotos. O nome "Cabaços" provém de "Calabaços", vocábulo de origem pré-romana pela raiz "Cala", muito representado na toponímia anterior ao domínio romano.


«Pouco se sabe da História deste povo, "dinâmico e alegre, peregrino em diásporas por terras de Manaus, no Brasil no século XIX, no planalto de Malange antes da independência de Angola e por campos de França", na década de 50.»


Nos séculos XII e XIII, Cabaços pertenceu administrativamente ao couto de Leomil.


Em 1533 o Dr. Diogo Gonçalves comprou ao fidalgo da casa real Lancerote Teixeira, por 30.000 reis, uma "quinta em Cabaços, denominada Paço".


Nos fins da Idade Média, São Torquato era uma das principais ermidas da diocese, onde se faziam muitas e concorridas peregrinações, como se pode ler na "História de Lamego" do Dr. Gonçalves da Costa, onde se descreve a singularidade dos rituais que exteriorizavam a devoção ao Santo.


Ainda hoje, a peregrinação, nos dias da sua evocação, é muito concorrida, cheia de fé e carregada de simbolismo.